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Sistemas Analógicos e Digitais

 

 

Sistemas físicos usam grandezas que são representadas e processadas aritmeticamente.
As grandezas ou quantidades podem ser representadas numericamente na forma analógica ou na forma discreta.

 

 

Quantidades analógicas - podem variar em uma faixa contínua de valôres.

 

 

Representação Analógica - uma quantidade é representada por um sinal elétrico proporcional ao valor da grandeza medida.

 

 

Quantidades discretas - entre dois valores, existe um número finito de valores e variam passo a passo.

 

 

Representação Digital - uma quantidade é representada por um arranjo de símbolos chamados dígitos.

 

 

 

Diferenças entre Grandezas Analógicas e Digitais

 

 

Analógica = Contínua


Digital = Discreta

 

 

Sistemas Analógicos e Digitais

 

 

Sistema Digital - combinação de dispositivos projetado para manipular grandezas físicas ou informação que são representadas na forma digital, que só podem assumir valôres discretos.

 

 

Sistema Analógico - contém dispositivos que manipulam grandezas físicas que são representadas na forma analógica, que podem variar em uma faixa contínua de valôres.

 

 

Vantagens das Técnicas Digitais

 

 

- Mais Fáceis de Projetar
- Facilidade de Armazenamento da Informação Digital
- Maiores Precisão e Exatidão

- Operação Programada
- Menos Suscetível a Ruídos
- Maior Integração dos Circuitos Integrados(CIs)

 

 

Limitação das Técnicas Digitais

 

 

O mundo real é principalmente analógico

 

 

A natureza analógica de grandezas físicas naturais requer tempo para processar sinais digitais. Os passos a serem seguidos são os seguintes:

1. Converter a variável física em um sinal elétrico analógico.

2. Converter as entradas elétricas analógicas do mundo real no formato digital.

3. Realizar o processamento(operação) da informação digital.

4. Converter as saídas digitais de volta ao formato analógico(formato do mundo real).

 

 

temp

 

 

Variáveis e Funções Lógicas

 

 

Variável - letra ou símbolo que pode assumir qualquer valor equivalente a um número de um conjunto de números, quando o conjunto contém mais de um número.

 

 

Campo de uma Variável - intervalo de valôres que pode ser assumido por uma variável.

 

 

Função - regra(relação) da qual se determina o valor de uma segunda variável (dependente) do valor da variável independente

 

 

Variáveis Lógicas

 

 

Uma variável lógica deve apresentar as três propriedades abaixo:

 

 

    1. A variável lógica só pode assumir um(ou outro) valor de dois valôres possíveis.

    2. Os dois valôres possíveis devem ser tais que, com base na lógica, sejam mutuamente excludentes.

    3. Os valôres são expressos por afirmações declarativas.

 

 

Valôres de Uma Variável Lógica

 

 

Uma variável lógica A tem ou um valor verdadeiro(A=V) ou o valor falso(A=F).

 

 

Funções de Uma Variável Lógica

 

 

As funções possíveis de uma variável lógica, representadas por Z=f(A), são dadas pelas Tabelas Verdades da Fig.1.

 

 

fig7
Fig.1

 

 

Nas tabelas verdades (c) e (d), os valôres de Z independem dos valôres assumidos por A.

 

 

Funções de Duas Variáveis Lógicas

 

 

Função AND(E):

 

 

Z=f(A,B) somente é verdadeira quando A e B são ambas verdadeiras.

 

 

A tabela verdade da função AND(E) é mostrada na Fig.2.

 

 

Tabela Verdade Representação Propriedades
A
B
Z = A AND B
F
F
F
F
V
F
V
F
F
V
V
V
Z = A AND B
Z = A . B
Z = AB
(a) Comutatividade:  Z = AB = BA
(b) Associatividade:  Z = (AB)C = A(BC)
Fig.2

 

 

Função OR(OU):

 

 

Z=f(A,B) somente é verdadeira quando uma das variáveis ou ambas são verdadeiras.

 

 

A tabela verdade da função OR(OU) é mostrada na Fig.3.

 

 

A
B
Z = A OR B
F
F
F
F
V
V
V
F
V
V
V
V
Z = A OR B
Z = A + B
Z = A OU B
Fig.3
(a) Comutatividade:  Z = A + B = B + A
(b) Associatividade:  Z =(A + B) + C = A + (B + C)

 

 

Representação de Variáveis Lógicas por Tensões Elétricas

 

 

Em geral, usa-se uma faixa de tensão para representar o valor falso ou verdadeiro de uma variável lógica.

 

 

Lógica Positiva - a tensão mais positiva representa o valor V e a mais negativa o valor F.

 

 

Lógica Negativa - o valor V é representado pela tensão mais negativa e F pela tensão mais positiva.

 

 

Lógica Mista - no mesmo sistema, usa-se as lógicas positiva e negativa.

 

 

Porta Lógica - estrutura que gera uma função lógica Z.

 

 

Símbolos

 

 

A Fig.4 mostra os símbolos lógicos para as portas lógicas OU(OR) e E(AND).

 

 

fig8
Fig.4

 

 

Inversão -  Função NOT(NÃO)

 

 

Inversor - porta lógica com uma única entrada e uma única saída, que é a inversão lógica(complemento) da entrada.

 

 

A Fig.5 mosta o símbolo lógico da porta INVERSOR e o emprego em outras estruturas.

 

 

tabela
Fig.5a

 

 

Os símbolos  das portas lógicas apresentados são os símbolos usados pela maioria dos livros e indústria. Esta simbologia útil para representar portas lógicas não funciona adequadamente para CIs complexos com várias entradas e saídas.

 

 

A norma técnica IEEE/ANSI 91-1984 padronizou um novo conjunto de símbolos lógicos e a  notação de dependência para CIs. A Fig.5 mostra os novos símbolos.

 

 

fig32

Fig.5b

 

 

Notação 0 e 1

 

 

Para uma variável lógica com valor VERDADEIRO(V) emprega-se A=1 e para valor FALSO(F) da variável lógica A, usa-se A=0.

 

 

Observe que 0 e 1 não são números, mas valores lógicos de uma variável lógica. Então, as funções AND e OR ficam com as seguintes tabelas verdades:

 

 

Função AND: Função OR:
A
B
Z = A.B
0
0
0
0
1
0
1
0
0
1
1
1
A
B
Z = A+ B
0
0
0
0
1
1
1
0
1
1
1
1

 

 

 

Álgebra de Boole

 

 

Teoremas da Álgebra de Boole

 

 

Princípio da Dualidade - em uma equação lógica, se trocar (+) por (.), (.) por (+),  0s por 1s, e 1s por 0s, então substitui-se a equação original por outra igualmente válida.

 

 

Teoremas Duais - teoremas obtidos trocando as operações (+) por (.), (.) por (+) e 0s por 1s, 1s por 0s; as expressões derivadas são chamadas duais uma da outra.

 

 

Teoremas
I. O complemento do complemento de uma variável lógica A é a própria variável A.
fig33
Fig.6

II. Teoremas de uma única variável.
III.Teoremas de duas e três variáveis sob a forma de pares duais.
fig34
fig35
Fig.7

 

 

fig2
Conheça a biografia do matemático George Boole (1815 - 1864)

 

 

 

Teoremas de De Morgan

 

 

        Os teoremas de De Morgan aplicam-se a um número arbitrário de variáveis e estabelecem que:

 

 

         (1) o complemento de um produto de variáveis é igual à soma dos complementos de cada variável.

 

 

fig19
Fig.9a

 

 

        (2) o complemento de uma soma de variáveis é igual ao produto dos complementos de cada  uma das variáveis.

 

 

fig18
Fig.9b

 

 

fig5
Conheça a biografia do matemático Augustus De Morgan (1806 - 1871)

 

 

 

As Funções de Duas Variáveis

 

 

Existem dezesseis funções de duas variáveis, das quais examinamos acima as funções AND, OR e
NOT.

Agora examinaremos as funções restantes, particularmente aquelas que interessam à eletrônica digital.

 

 

A tabela abaixo mostra todas as dezesseis funções, com destaque para aquelas de interesse.

 

 

A
0
0
1
1
 Função
B
0
1
0
1
f0
0
0
0
0
f=0
f1
0
0
0
1
f=A AND B
f2
0
0
1
0
f=A NOT-IMPLIES B
f3
0
0
1
1
f=A
f4
0
1
0
0
f=B NOT-IMPLIES A
f5
0
1
0
1
f=B
f6
0
1
1
0
f=A X-OR B
f7
0
1
1
1
f=A OR B
f8
1
0
0
0
f=A NOR B
f9
1
0
0
1
f=A X-NOR B
f10
1
0
1
0
f=NOT B
f11
1
0
1
1
f=B IMPLIES A
f12
1
1
0
0
f=NOT A
f13
1
1
0
1
f=A IMPLIES B
f14
1
1
1
0
f=A NAND B
f15
1
1
1
1
f=1
 Fig.10

 

 

A Função EXCLUSIVE-OR(X-OR)

 

 

A função EXCLUSIVE-OR(OU-EXCLUSIVO), f6, fornece saída igual a valor lógico 1 se uma das variáveis de entrada  A ou B, na exclusão da outra variável, tiver valor lógico 1.

 

 

Tabela Verdade Representação Propriedades
A
B
Z = A XOR B
0
0
0
0
1
1
1
0
1
1
1
0
Z = A B
(a) Comutatividade:  Z = A B = B A
(b) Associatividade:  Z =(AB)C = A(BC)

 

 

Símbolo da porta lógica X-OR

 

 

fig10
 Fig.11

 

 

A Função EXCLUSIVE-NOR(X-NOR)

 

 

A função EXCLUSIVE-NOR(NOR-EXCLUSIVO), f9, fornece saída igual a valor lógico 1 se as duas variáveis de entrada  A e B tiverem valores  lógicos iguais. Esta função é também chamada função EQUIVALÊNCIA .

 

 

Tabela Verdade Representação Propriedades
A
B
Z = A XNOR B
0
0
1
0
1
0
1
0
0
1
1
1
fig20
(a) Comutatividade:  fig16
(b) Não-Associatividade:  fig22

 

 

Símbolo da porta lógica X-NOR

 

 

fig21:
Fig.12

 

 

As Funções NAND e NOR

 

 

A Função NAND

 

 

Z=f(A,B) = A NAND B  somente é 0 quando A e B são ambas iguais a 1.

 

 

A tabela verdade da função NAND é mostrada abaixo.

 

 

Tabela Verdade Representação Propriedades
A
B
Z = A NAND B
0
0
1
0
1
1
1
0
1
1
1
0
fig23
(a) Comutatividade:  fig17
(b) Não-Associatividade:  fig25

 

 

Símbolo da porta lógica NAND

 

 

fig24

 

 

A Função NOR

 

 

Z=f(A,B) = A NOR B  somente é 1 quando A e B são ambas iguais a 0.

 

 

A tabela verdade da função NOR é mostrada abaixo:

 

 

Tabela Verdade Representação Propriedades
A
B
Z = A NOR B
0
0
1
0
1
0
1
0
0
1
1
0
fig26
(a) Comutatividade:  fig27
(b) Não-Associatividade:  fig28

 

 

Símbolo da Porta Lógica NOR

 

 

fig29

 

 

 

fig3 Questões para Revisão - Funções lógicas NAND e NOR.
Resolva essas questões sobre as funções NAND e NOR.

 

 

 

Representação Alternativa das Portas Lógicas

 

 

Regras para obter a representação alternativa das portas lógicas:

1. Inverta cada entrada e saída do símbolo padrão da porta lógica

2. Trocar todas as operações AND por OR e, todas as operações OR por AND;

3. O símbolo da operação INVERSOR permanece inalterado.

 

 

A Fig.13 mostra os símbolos padrões de representação das portas lógicas e as correspondentes representações alternativas.

 

 

fig11
Fig.13

 

 

Algumas propriedades podem ser observadas nas representações das portas lógicas:


a) a equivalência pode ser estendida para portas com qualquer número de entradas;


b) nenhum símbolo padrão tem inversão na entrada; todos os símbolos alternativos tem inversão na entrada;


c) os símbolos padrão e alternativo de cada porta representam o mesmo circuito físico; não há diferenças no circuito representado pelos dois símbolos;


d) NAND e NOR são portas inversoras, assim os símbolos lógicos padrão e alternativo tem inversores na saída, ou na entrada; AND e OR são portas não inversoras, assim os símbolos lógicos padrão e alternativo tem inversores na entrada e saída.

 

Para determinar o símbolo lógico alternativo para uma porta lógica, no símbolo lógico padrão troque as operações OR por AND, ou AND por OR, e substitua as inversões nas entradas e saídas (apague as inversões onde existem e acrescente onde não existem).

 

 

Interpretação do Símbolo Lógico

 

 

Nível lógico ATIVO ALTO - quando a linha de entrada ou saída do símbolo lógico de um circuito lógico não tem inversão.

 

 

Nível lógico ATIVO BAIXO - quando uma linha de entrada ou saída do símbolo de um circuito lógico tem inversão.

 

 

fig12
Fig.14

 

 

Para determinar os níveis lógicos ATIVOS para as entradas e saídas de uma porta lógica, basta observar que se símbolo lógico AND é usado, então a saída é ATIVA se todas as entradas são ATIVAS; se um símbolo OR é usado, então a saída é ATIVA se qualquer entrada é ATIVA.

 

 

fig13
Fig.15

 

 

Suficiência das Operações NAND e NOR

 

 

A operação NOT, juntamente com a operação AND ou juntamente com a operação OR, é suficiente para expressar qualquer função lógica.

Esta propriedade é consequência direta da relação entre as funções de duas variáveis e as funções NOT, AND e OR,  que podem expressar qualquer outra função.

 

 

Suficiência de NAND

 

 

fig30
Fig.17

 

 

Suficiência de NOR

 

 

fig31
Fig.18


 

 

 

fig4

Questões para Revisão - Álgebra das Variáveis Lógicas e Teoremas de Boole
Resolva as questões e testes sobre os assuntos estudados

 

Sistemas de Numeração

 

 

Sistema Decimal - usa dez dígitos  0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e a base ou raiz é 10(dez).Um número maior que 9 é representado usando uma convenção que atribui significado à posição ou lugar ocupado por um dígito no arranjo

 

 

fig1
Fig.1

 

 

Exemplo.

 

 

6903 = 6X103 + 9X102 + 0X101 + 3X100

 

 

Sistema Binário - sistema numérico de base(ou raiz) 2, que usa somente dois dígitos numéricos 0 e 1
Vantagem - correspondência biunívoca entre os dois dígitos (números) 0 e 1 e os dois valôres lógicos (não numéricos) de variáveis lógicas 0 e 1.

 

 

fig2
Fig.2

 

 

Exemplo.

 

 

100112 = 1X24 + 0X23 + 0X22 +1 X21 + 1X20 = 1910


1,11012 = 1X20 + 1X2-1 + 1X2-2 + 0X2-3 + 1X2-4 = 1,81210

 

 

Dígitos à direita da vírgula binária são coeficientes de 2-n, onde n é a distância do dígito da vírgula binária.

 

 

Contagem Binária

 

 

fig3
Fig.3

 

 

Sistema de Numeração Hexadecimal

 

 

Base: 16

Dígitos Numéricos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E, F

Quatro dígitos binários podem representar exatamente dezesseis(24) números diferentes.

A Tabela da Fig.4 mostra números equivalentes com bases decimal, binária e hexadecimal.

fig1a
Fig.4

 

 

Conversão de Bases de Sistemas Numéricos

 

 

Conversão entre Números Binários e Decimais

 

 

Conversão de Decimal para Binário

 

 

Converte-se a parte inteira e a parte fracionária independentemente e se justapõe os resultados.

 

 

Método das Divisões Sucessivas

 

 

A parte inteira é obtida fazendo divisões sucessivas por 2 até obter quociente igual a 0, e tomando-se os restos das divisões na ordem inversa, o primeiro resto é igual ao dígito menos significativo(LSB) e o último resto igual ao dígito mais significativo(MSB), para formar o binário equivalente.

 

 

fig17
Fig.5  

 

 

Exemplo.

 

 

fig5
Fig.6

 

 

A parte fracionária é convertida fazendo-se multiplicação sucessivas por 2 e formando o número binário com as partes inteiras dos resultados das multiplicações.

 

 

fig6
Fig.7

 

 

Então, temos o resultado abaixo.

 

 

fig7

 

 

Outro método utilizado para converter um número decimal em número binário é expressar o número decimal como uma soma de potências de 2 e, então, 1s e 0s são colocados nas posições corretas dos dígitos dentro do arranjo binário.

 

 

Exemplos.

 

 

fig8
Fig.8

 

 

fig9
Fig.9

 

 

Conversão Binário para Decimal

 

 

Para converter um número binário para decimal deve-se multiplicar cada dígito binário pelo seu peso no arranjo de valor posicional.

 

 

Exemplo.

 

 

fig15
Fig.10

 

 

Exemplo.

 

 

fig16
Fig.11

 

 

Conversão de Decimal para Hexadecimal

 

 

Converte-se a parte inteira e a parte fracionária independentemente e se justapõe os resultados.

 

 

Método das Divisões Sucessivas

 

 

A parte inteira é obtida fazendo divisões sucessivas por 16 até obter quociente igual a 0, e tomando-se os restos das divisões na ordem inversa, o primeiro resto é igual ao dígito menos significativo(LSB) e o último resto igual ao dígito mais significativo(MSB), para formar o hexadecimal equivalente.

 

 

fig12
Fig.12

 

 

Conversão Hexadecimal para Decimal

 

 

Para converter um número hexadecimal para decimal deve-se multiplicar cada dígito hexadecimal pelo seu peso no arranjo de valor posicional.

 

 

Exemplo.

 

 

fig13
Fig.13

 

 

Exemplo.

 

 

Observe que o valor de A foi substituído por 10 e o valor de F por 15.

 

 

fig14
Fig.14

 

 

Conversão Binário para Hexadecimal

 

 

Agrupar os dígitos binários quatro a quatro, a partir da vírgula binária, em ambas as direções, e substituir cada grupo pelo seu equivalente hexadecimal.

 

 

fi10
Fig.15

 

 

Códigos Numéricos BCD e Refletido(Gray)

 

 

A representação binária requer mais de três vezes o número de dígitos da representação decimal.
Na conversão, cada dígito binário afeta cada dígito decimal e vice-versa.

 

 

Decimal Codificado em Binário - BCD

 

 

No sistema BCD, quatro dígitos binários são usados para representar os dígitos decimais de 0 a 9. A tabela da Fig.17 mostra a representação BCD dos dígitos decimais.

 

 

fig2
Fig.17

 

 

Para números decimais com mais de um dígito, a cada dígito decimal corresponde um grupo binário de 4 dígitos da correspondente representação BCD.

 

 

Exemplo.

 

 

fig19
Fig.18

 

 

Para converter um número BCD para o equivalente decimal, deve-se dividir o arranjo BCD em grupos de 4 dígitos, a partir de vírgula, e substituir cada representação BCD pelo dígito decimal equivalente.

 

 

Exemplo.

 

 

fig21
Fig.19

 

 

Desvantagem: apenas 10 das 16 combinações possíveis de quatro dígitos são utilizadas. As combinações de 10 a 15, ou seja 1010, 1011, 1100, 1101, 1110 e 1111, não são combinações válidas em BCD.

 

 

Exemplo.

 

 

fig22
Fig.20

 

 

O grupo 1100 não é uma combinação válida , um erro, em BCD, assim o arranjo é inválido em BCD e, portanto, não pode ser convertido diretamente para decimal.

 

 

Código Refletido(Gray)

 

 

fig3a
Fig.20
O Código Refletido(Gray) é utilizado em aplicações onde os dígitos mudam muito rápido. A Fig.20 mostra a formação do Código Refletido para os números de 0 a 7 representados em binário.

Propriedades.
(1) a representação de cada número difere em apenas um dígito das representações
dos números imediatamente menor e maior.
(2) em qualquer ponto do desenvolvimento do código, o primeiro e o último código
diferem em apenas um dígito.


 

 

Conversão de Binário para Gray e Gray para Binário

 

 

Conversão de Binário para Gray

 

 

(a) o MSB em Gray é sempre igual ao MSB em Binário
(b) o próximo dígito Gray é obtido comparando-se o MSB com o segundo MSB binários de entrada
(c) o dígito Gray seguinte é obtido comparando-se o segundo MSB com o terceiro MSB binários de entrada
(d) ...o dígito Gray menos significativo é obtido comparando-se o segundo LSB com o LSB binários de entrada
(e) a comparação de dígitos binários iguais gera dígito Gray igual a 0
(f) a comparação dígitos binários diferentes resulta em dígito Gray igual a 1.

 

 

fig25
Fig.21

 

 

Conversão de Gray para Binário

 

 

(a) o MSB em Binário é sempre igual ao MSB em Gray
(b) o próximo dígito Binário é obtido comparando-se o MSB com o segundo MSB Gray de entrada
(c) o dígito Binário seguinte é obtido comparando-se o segundo MSB Binário de saída com o terceiro MSB Gray de entrada
(d) ...o dígito Binário menos significativo é obtido comparando-se o segundo LSB Binário de saída com o LSB Gray de entrada
(e) a comparação de dígitos iguais gera dígito Binário igual a 0
(f) a comparação dígitos diferentes resulta em dígito Binário igual a 1.

 

 

fig26
Fig.22

 

 

Representação dos Números Decimais

 

 

fig27
Fig.23

 

 

 

Códigos Alfanuméricos

 

 

Os códigos alfanuméricos såo utiizados para codificar informações que não são somente numéricas, como letras, sinais de pontuação e outros caracteres especiais.

 

 

Código ASCII - American Standard Code for Information Interchange(Código Padrão Americano para Troca de Informações)

 

 

O código ASCII é um código de 7 bits possibilitando a codificação de 128(27) itens de informação.

 

 

O ASCII é empregado para troca de informações(dados, controle e comando) entre computadores e periféricos e é um padrão para as redes de comunicação.

 

 

A tabela da Fig.24 mostra os códigos ASCII.

 

 

fig4
Fig.24

 

 

Os códigos de comando e controle estão indicados na Fig.25 abaixo.

 

 

fig5
Fig.25

 

 

O bit mais significativo do código ASCII é empregado para a deteção de erros através da paridade do código.

 

 

Deteção e Correção de Erros - Método de Paridade

 

 

Sempre que informação é transmitida de um dispositivo(o transmissor) para um outro dispositivo (o receptor), existe a possibilidade que erros possam acontecer, de modo que o receptor não recebe a mesma informação que foi enviada  pelo transmissor. A maior causa de erros de transmissão é ruído elétrico, que consiste de flutuações espúrias na tensão ou corrente que estão presentes em todos sistemas  eletrônicos.

 

 

fig6
Fig.26

 

 

Um dos mais simples e usados métodos de deteção e correção de erros é o método da paridade, onde  transmissor e receptor concordam sobre a paridade a ser usada na  transmissão - par ou ímpar - e, então, o transmissor acrescenta o bit de paridade para adequar o código à paridade adotada. Quando a informação chega no receptor, o processo inverso é realizado. Caso a paridade esteja incorreta, houve um erro na transmissão.

 

 

A paridade da palavra código será par se o número de 1s na  palavra é par e, caso o número de 1s seja ímpar, então a paridade é ímpar.

 

 

Exemplo.

 

 

Caractere
ASCII
ASCII 8-bits
Paridade
S
1010011
11010011
ÍMPAR
S
1010011
01010011
PAR

 

 

No método de paridade par, o valor do bit de paridade é determinado para que o número total de 1s na palavra código, incluindo o bit de paridade, seja par.

 

 

O método de paridade ímpar é empregado para que o número total de 1s na palavra código, incluindo o bit de paridade, seja ímpar.

 

 

Para se usar o método de paridade, transmissor e receptor definem a paridade par ou ímpar que será aplicada nas trocas de informações(protocolo). O transmissor gera e anexa o bit de paridade na palavra código e transmite; o receptor, ao receber a palavra código, analisa a paridade. Se a paridade está conforme o protocolo definido, a palavra é aceita; se a paridade da palavra recebida não está conforme o protocolo, o receptor envia uma mensagem de erro.

 

 

O método da paridade deteta apenas um erro. Ele não funciona para dois erros.

 

 

 

 

 

fig4

Questões para Revisão - Sistemas de Numeração, Códigos Numéricos e Alfanuméricos.
Resolva as questões e testes sobre os assuntos estudados.

 

 

 

 

 

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Atualizada em 10/03/26

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